Organização da Oktoberfest Blumenau indica desejo de manter a festa em 2020


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29 Apr
29Apr

Organização diz monitorar a situação da pandemia e defende que há diferenças entre os contaminados no Brasil e na Alemanha, onde a festa foi cancelada.



Prevista para 19 de setembro a 4 de outubro, a Oktoberfest "original", a de Munique, na Alemanha, foi cancelada. A informação foi confirmada por autoridades locais na última terça-feira (21). O motivo é a pandemia do novo coronavírus, já que eram esperados mais de seis milhões de visitantes na festa. A Oktoberfest nacional, que ocorre todos os anos em outubro em Blumenau ainda não tem definição sobre sua realização ou não, apesar das redes sociais da festa manifestarem a vontade de manter a festa para esse ano, conforme comunicado publicado ontem (23) no Facebook da festa. 

A publicação traz um texto que diz que a Oktoberfest “nasceu de uma tragédia”, citando a enchente de 1984 e que a festa era um “símbolo da esperança de um povo que sofreu e se reergueu com ainda mais força”. O texto ainda indica a vontade da organização em manter a festa dizendo “seguimos ainda nesse momento com a responsabilidade de continuar o legado e realizar a Oktoberfest em 2020”.

Assessora de comunicação das atividades da Vila Germânica e da Secretaria de Turismo e Lazer (Sectur) de Blumenau, Julia Schefer explica que a organização da Oktoberfest Blumenau acredita que há diferenças determinantes entre as duas festas. “Na festa de Munique, por exemplo, são recebidos mais de 6 milhões de visitantes todos os anos, sobretudo da Europa. Aqui em Blumenau, recebemos média de 600 mil pessoas, soberanamente do Brasil. A Oktoberfest de Munique começaria ainda em setembro, no dia 19, e a de Blumenau inicia apenas no dia 07 de outubro, tendo ainda mais de 5 meses para a sua realização”, aponta. Ela ainda aponta as diferenças das situações que envolvem o Covid-19 no Brasil e na Europa. “O Brasil e a Europa vivem situações diferentes em relação ao Coronavírus. Dos 4 países com maior número de contaminações pelo Coronavírus no mundo, três são europeus: Espanha (220 mil), Itália e a própria Alemanha . Os Estados Unidos, país que conta com o maior número de turistas na Oktoberfest de Munique, é o primeiro do mundo. O Brasil está em 11º lugar na lista, com 50 mil contaminações”, sustenta.

Julia afirma que a organização não pretende com isso mostrar que não está preocupada com a situação, mas sim apontar que as situações são diferentes. “Nós estamos estudando todas as possibilidades de realização da festa, garantindo a segurança dos visitantes. A festa só será realizada se todas as questões sanitárias estiverem resolvidas. Até a primeira quinzena de maio vamos nos posicionar se a festa realmente vai acontecer”.

A Oktoberfest gera cerca de 3 mil empregos diretos, isso sem incluir o incremento recebido em toda a cadeia turística. Hotéis, bares, restaurantes, taxi e aplicativos são beneficiados pela alta procura de turistas por participar da festa. Ao todo, estima-se que aproximadamente 60 segmentos da economia são beneficiados pela tradicional festividade. “Não é só uma festa, é oportunidade de trabalho e renda para milhares de pessoas de toda a região. Estimativa da organização aponta que a festa possibilita incremento de cerca de R$ 240 milhões na economia local”, aponta a assessora.

De acordo com Julia, a organização já se prepara para tomar medidas de prevenção. “Uma das medidas que já tomamos é a compra de câmeras de medição de temperatura corporal, que indica a temperatura das pessoas que passam em frente aos sensores, sem contato físico. Iniciaremos testes dessas câmeras em maio. Além disso, estamos em contato contínuo com a Secretaria de Promoção da Saúde para analisar todas as possibilidades de funcionamento da festa. Só tomaremos decisões em comum acordo com a Secretaria de Promoção da Saúde”, afirma.

Conforme decreto do Governo do Estado, o Empório Vila Germânica voltou com suas atividades a partir desta quarta (22). Os estabelecimentos estão funcionando com horário reduzido - das 10h às 17h (lojas) e das 11h às 23h (restaurantes), seguindo todas as recomendações das autoridades da saúde, como capacidade máxima reduzida e disponibilização de álcool gel.


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